Carnaval: como prevenir doenças que podem ser transmitidas durante o beijo

Paquera faz parte da folia, mas especialistas estão preocupados com as consequências que essa atitude pode desencadear para a saúde bucal

Não só de fantasias, marchinhas e serpentinas se faz o carnaval. Essa época do ano também é bem conhecida pelos romances-relâmpagos de quem curte a festa em blocos de rua ou na avenida. A paquera faz parte da folia, mas o que vem chamando a atenção de especialistas são as consequências que essa atitude pode desencadear para a saúde bucal. 

De acordo com a ortodontista Catarina Riva, doenças como sapinho, mononucleose e até sífilis podem ser transmitidas durante o beijo.

“Seja no carnaval ou em qualquer outra data, um singelo beijo na boca pode transmitir diversas infecções. De maneira geral, fungos, bactérias e vírus que estão presentes na saliva são transmitidos durante esse ato. As pessoas que estão com o sistema imunológico mais debilitado ficam mais vulneráveis a essas infecções”, afirma a ortodontista.

O sapinho ou candidíase bucal é a primeira doença que pode ser transmitida durante o beijo. A infecção trata-se de uma micose provocada pelo fungo Candida Albicains que causa pontos brancos e escamosos na língua ou na face interna das bochechas. Outros sintomas da doença são manchas brancas e rachaduras nos cantos da boca, além de dor de garganta e dificuldade para engolir alimentos. As lesões podem sangrar ligeiramente durando o ato da escovação e o tratamento envolve o consumo de medicamentos antifúngicos.

Já a herpes labial, causada pelo vírus Herpes Simplex tipo 1, é mais uma doença que pode ser transmitida pelo beijo. Essa disfunção é caracterizada por bolhas semelhantes a aftas na região da boca, internamente e ao redor dos lábios, em baixo do nariz e ao redor do queixo. Uma vez infectado, o vírus permanece no corpo e causa ataques ocasionais, normalmente durante situações de baixa imunidade. Medicamentos antivirais são indicados para tratar as crises.

Segundo a especialista a mononucleose também pode ser disseminada durante o ato de beijar. A doença provocada pelo vírus Epstein-Barr provoca sintomas semelhantes aos de uma forte gripe, febre, mal estar, dor no corpo e de garganta, além do aumento dos gâglios linfáticos, mais conhecido como íngua. Embora não tenha um tratamento específico, a inflamação tem cura e desaparece após uma ou duas semanas, sendo recomendada ingestão de líquidos, repouso e uso de remédios para aliviar os sintomas.

A gengivite e a cárie não estão de fora desta lista. Por serem doenças infecciosas provocadas por bactérias elas também podem ser transmitidas durante o ato. No entanto, segundo Catarina Riva, quem mantém uma boa higiene bucal não será infectado, ainda que entre em contato com as bactérias.

Outra doença bacteriana que pode ser transmitidas pela boca é a sífilis. O motivo é que o problema em sua segunda fase causa sérias lesões orais e, ao entrar em contato com a área infectada, a doença pode ser passada. Os sintomas que a patologia apresenta são múltiplas lesões na boca, de aparência verrucosa, além de inchaço dos linfonodos, dor de garganta, cabeça e musculares e perda de peso. A inflamação tem cura e é tratada com antibióticos.

A ortodontista afirma que é possível se prevenir durante a folia. “Quem já tem problemas bucais prévios e estão mais propícias às infecções devem manter a higiene bucal em dia. O ideal é que o folião esteja sempre atento aos sinais que indicam doenças bucais, como boca seca, sangramentos e gosto amargo na boca. Além disso, é necessário ter cuidados gerais com a saúde, comer e dormir bem, estar bem hidratado”, finaliza Catarina Riva

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